Bolina basculante lateral

canoa de tolda do baixo São Francisco

Simplificando  ainda mais o PP 135, estou estudando a idéia de bolinas laterais. Comum em barcos holandeses do século XIX, e presente, por exemplo, nas canoas de tolda do rio São Francisco. Bolinas laterais tem duas grandes vantagens: maior profundidade da bolina que fica a sotavento, portanto mais eficiente, e a ausência de caixa de bolina na cabine (espaço mais bem aproveitado na cabine, e mais segurança, pois o rasgo da bolina enfraquece o casco).

Desvantagens existem, a maior delas é a interferência entre os fluxos de água que passam pela bolina e pela linha d´água. Entretanto, o aumento de resistência é mínimo para um veleiro pequeno de cruzeiro. Outra desvantagem seria o trabalho de fazer duas bolinas, entretanto, acho que ainda é mais fácil fazer duas bolinas do que construir uma caixa de bolina segura, com cabos para levantar a bolina passando por dentro da cabine.

Abaixo coloquei uma foto de um veleiro projetado por Jim Michalak, com uma versão modernizada da bolina lateral.

bolina basculante lateral

O projeto da bolina lateral estará disponível para quem adquiriu o projeto do PP 135, e espero poder construi-la para testar no protótipo. Se você acha interessante esta idéia, comente!

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4 Comentários

  1. setembro 24, 2015    

    Parabéns pelo site. Seus artigos me trouxeram de novo alguns sonhos!…
    Sou fã de barcos, especialmente veleiros pelo fato de navegarem usando uma energia natural e também pela aparente sensação de tranquilidade que nos transmitem.
    São silenciosos!… Precisam ser domados, o que exige perspicácia e competência do navegador, piloto.
    Mas, não entendo quase nada de barcos!… Sonho em construir um e fazê-lo navegar, nem que seja numa lagoa ou represa por ai. No Brasil temos tantos locais assim.
    Tenho habilidade para construir!… Sou da área de eletroeletrônica e mecânica.
    Gostei muitos dos assuntos abordados e vou continuar lendo!… Quem sabe eu venha a adquirir um projeto dentro das minhas condições e me lance na empreitada sonhada.

  2. Ricardo F Santos Ricardo F Santos
    março 9, 2016    

    Gustavo faz algum tempo que tenho visto pequenos veleiros com este tipo de bolina. Acho muito interessante e os seus comentarios sobre a segurança da estaqueniedade do casco, acho correto.
    Uma coisa que tem me chamado atenção seria a forma de movimentação, pois sempre foi um problema meu. Um lightining caso de 1946 bolina de ferro sistema para ser operado pelo incrivel Huk, por sinal ainda não era nascido; a partir de então sempre procurei velejar ou ter veleiros de quilha, as lembrança de precisar levantar a bolina por ter encalhado e não quebrar a caixa dela ainda são desagradaveis. Estes contecimentos so aparecem em momentos dificeis. Bom se voce alem de rir, pois foi esta a intenção puder me mandar algumas informaçãoes sobre o sistema de moviventação das bilinas agardeço, abraços e boa noite

    • gdyd gdyd
      março 10, 2016    

      As bolinas não precisam ser de ferro. Podem ser de compensado, ancoradas num pino, com um cabo para prender no lugar, ou um elástico, que tem a vantagem de permitir que a bolina recolha automaticamente quando bater no fundo. Tambem pode ser de faca, em suportes fixos, um sistema mais simples e econômico, mas que exige atenção.

      • Ricardo F Santos Ricardo F Santos
        março 11, 2016    

        Boa noite Gustavo. Depois que escrevi a voce fui pesquisar e achei alguns comentario nos “leeboards”. Mas ainda não é isto aquilo que tenho como ideia.Estou ensaiando uma maneira simples de explicar meu desejo de veleiro. Não quero para explicar o que penso tornar-me chato, escrevendo demais. Por favor tenha um pouco de paciencia. É que quando arranjo tempo para escrever depois de trabalhar o dia inteiro, sou sistematicamente chamado a ajudar alguem aqui em casa, parando aquilo que estou escrevendo e perdendo o fio do pensamento. Acabaram de chamar, mais tarde eu volto se der. Abraços

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