Uma das dúvidas de quem quer construir um veleiro é sobre mastros e ferragens. Uma “regra” divulgada sobre a construção artesanal é que as ferragens são metade do custo do barco. Isso seria verdade no caso de um veleiro convencional com mastro de alumínio de seção especial para mastros, com o trilho da vela, e para compra de cunhos de inox e moitões. Mas o Pequeno Príncipe 135 não usa nada disso. Seu mastro pode ser feito com um tubo comum, de aço ou alumínio, de seção redonda. ou mesmo de madeira. Cunhos podem ser feitos de madeira também, e o estaiamento pode ser de cabo de aço galvanizado. Com isso o custo de armar o barco é reduzido drasticamente. No caso do Pequeno Príncipe de Manuel, nem garlindéu ele tem, já que a retranca é apoiada no mastro por meio de um garfo (similar a verga) que descansa sobre um ressalto na altura apropriada. Mastro, retranca e verga são de madeira, feitas com caibros colados com epóxi, depois arredondados. Cunhos de madeira também foram uma alternativa durável e que dão ao barco um charme clássico especial. Em breve vamos montar o mastro e instalar os cabos de aço, que serão laçados usando métodos tradicionais, evitando o uso de ferragens caras como os terminais Norseman ou Nicopress (e com uma vantagem, são mais confiáveis). Enquanto aguardamos, vamos apreciar estas imagens do trabalho que Manuel está fazendo nas peças de madeira de seu barco…