Tenho boas novidades sobre o Pequeno Príncipe 135. O construtor do PP135 número 1, Manoel, está de volta de uma viagem ao exterior, e retomou o projeto. Ele já está trabalhando para terminar o barco, que está com casco pronto e pintado, esperando mastro, velas, ferragens, leme e bolina para navegar. Em breve teremos boas novidades sobre ele. Enquanto isso, novos barcos são construídos em São Paulo e Rio de Janeiro.

Recebi de Moacyr um email que gostaria de compartilhar:

Juntei os pedaços que havia cortado e selado e, pra minha satisfação e surpresa do meu companheiro de construção, o negócio ficou com cara de barco. Aliás, por falar em companheiro, cabe uma pequena digressão sobre o cujo. O pouco que sabe ler aprendeu com a irmã que o pai permitiu ir a escola. Aos cinco anos já atuava na profissão de bombeiro – levar água para os adultos que trabalhavam na exploração de madeira pra carvão-, aos sete ganhou seu primeiro machado e junto com ele a obrigação de cortar 2 m³ de lenha por dia. Aos nove concluiu seu primeiro forno sem ajuda de terceiros. Hoje, se a Petrobras der conta de abastecer sua motosserra, e tiver alguém querendo empreitar a derrubada do que restou de mata atlântica é só combinar, que em pouco tempo o serviço vai estar concluído e ele disponível pra acabar com a Amazônia. Ele combina este amor pelas florestas com uma grande habilidade manual e uma rara inteligência. Apesar de não ter tido oportunidade de frequentar uma escola, durante a marcação e os cortes ele foi entendendo como que o desenho virava uma peça. Mas até ontem ele continuava cético, custando a acreditar que a junção das peças tomariam a forma de barco. Quando as últimas braçadeiras que uniam a peça intermediária ao costado começaram a produzir a deformação do fundo e o “bicho foi empinando o focinho e arrebitando a bunda” ele reconheceu seu trabalho -do projetista- e proferiu a sentença : Esse engenheiro é F…! O elogio foi dele, provavelmente elogios vc deve contabilizar muitos, mas esse talvez seja especial dado a simplicidade do autor. Ele continua meio desconfiado de como um barco a vela pode andar de outra forma que não seja a favor do vento, mas isso ele vai ter que esperar o bicho ir pra água pra entender. Ao concluir a etapa o companheiro disse: Se você arrumar uma planta de navio a gente faz também !

Seguem algumas fotos destes novos barcos: